Colônias Agrícolas da Ilha Grande (1943-48)

Fotografias da Colônia Agrícola do Distrito Federal (1943; 1948), e da Colônia Penal Cândido Mendes (1943). Acervo do Arquivo Nacional.

As colônias foram criadas para recuperar presos de bom comportamento, que cumpriam a última terça parte de suas penas, através do trabalho agrícola.  Na prática, foram enviados para a Ilha Grande menores, pequenos contraventores, presos políticos, e indivíduos que cumpriam todo tipo de sentença. Os presos eram responsáveis pela limpeza, pintura e manutenção geral das casas e ruas das Vilas, e eram organizados em turmas responsáveis por diversas atividades como manutenção da estrada, criação de animais, pesca, plantações, olaria, usina, marcenaria, alfaiataria, sapataria e outros serviços. Havia também o trabalho doméstico, em que indivíduos que cumpriam suas penas eram responsáveis pela limpeza e, algumas vezes, pela cozinha dos guardas penitenciários. O trabalho para alguns era pesado e, caso se negassem a cumprir as ordens recebidas, eram severamente punidos.

As fotografias também evidenciam a grande intervenção realizada no calçamento, construção de ruas, pontes, e reforma de prédios tanto na Vila de Dois Rios, como na Vila do Abraão.

I. Colônia Agrícola do Distrito Federal (CADF), localizada na Vila de Dois Rios.

Como pode ser verificado pelas fotografias, a CADF foi um grande complexo penal construído com a mão de obra dos indivíduos que cumpriam penas. Além do edifício que continha as celas, havia plantações, criações de animais, pesca, oficinas diversas, serraria, olaria, estaleiro e construção civil.

Fotografias anexadas ao relatório do diretor Nestor Veríssimo ao Ministro da Justiça e Negócios Interiores, 1943. Fundo MJNI. Série Justiça. IJ2-1.287. 

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II. Colônia Penal Cândido Mendes, localizada na Vila do Abraão.

Fotografias anexadas ao relatório do diretor Hermínio Ouropretano Sardinha ao Ministro de Justiça e Negócios Interiores. Fundo MJNI. Série Justiça. IJ2-1.285, 1943.

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